A greve dos vigilantes de transportes de valores foi tema de debate na reunião plenária desta terça. A categoria pede reajuste salarial de 15% a 20%, aumento do ticket refeição, plano de saúde e redução de horas na jornada de trabalho. O deputado Edilson Silva, do PSOL, considera a reivindicação justa, e criticou a intervenção da Polícia Militar na repressão ao movimento. “Agora nós temos o 16º batalhão instrumentalizado para proteger uma empresa de transporte de valores, enquanto é sabido que nós temos um déficit muito grande de policiais para estar cuidando daquilo que deve. O secretário vive reclamando das condições. Como é que não tem condição para cuidar da população, e tem condição para estar gastando munição, combustível, viatura, profissionais para reprimir uma categoria de trabalhadores?” O parlamentar pediu aos líderes governistas na Alepe que intercedam junto à Secretaria de Defesa Social para que os movimentos grevistas não sejam tratados dessa forma.
Teresa Leitão, do PT, também se solidarizou com os trabalhadores. A deputada destacou que o Governo poderia conduzir as negociações por meio da Delegacia Regional do Trabalho ou da própria Secretaria do Trabalho, e não com o aparato da Polícia Militar. Em resposta, o vice-líder do Governo, Lucas Ramos, do PSB, disse que esse não é um comportamento típico da PM de Pernambuco, e se colocou à disposição para apurar os fatos apresentados. “Nós aqui temos a função de permitir que nenhuma instituição do nosso estado haja de forma incoerente à sua função. Então eu trago aqui o nosso compromisso, eu, o deputado Tony Gel e o deputado Waldemar Borges, de articular o diálogo e o encontro necessário com a Secretaria de Defesa Social.”
O parlamentar se comprometeu a entrar em contato com o secretário da pasta, Alessandro Carvalho, para agendar uma reunião.
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